Líder – “Profissão Perigo”
Hoje sabemos que o líder tem um papel fundamental, no sucesso ou fracasso de uma organização.
Vemos pessoas atingir o limite de sua capacidade e sucesso, quando estamos diante de um líder capaz de levar o colaborador a lugares e que ele nunca iria sozinho.
Porem, também é muito comum, notarmos que quando temos um péssimo líder, os colaboradores em sua volta, chegam ao ápice do fracasso. Podemos até levar essa derrota à sua vida pessoal.
O líder precisa perceber que acima de qualquer resultado, ele tem um papel social, não só na empresa, mas como formador de pessoas e opiniões, agregador ou desagregador de excelência nas tarefas, etc.
Líder é uma profissão de perigo constante, afinal, tem que achar a formula certa e o equilíbrio entre os resultados e a motivação. Tem que fazer com que cada colaborador de o melhor de si, equilibrado com a sua qualidade de vida.
É saber que todas as suas ações e decisões, vão afetar positiva ou negativamente outras pessoas. Não poderá, por exemplo, sentir pena ou remorso de dispensar colaboradores que estão com seus resultados abaixo dos demais da equipe.
Todos os dias é papel do líder motivar, treinar, avaliar, fornecer feedback, etc. Mas quem o motiva? Quem é responsável pelo seu treinamento e sua reciclagem, quem vai avaliar seu desempenho, lhe fornecer feedback, etc. Em muitas empresas, essas perguntas não tem respostas. Porem não podemos esquecer que estamos falando de seres humanos, com problemas e dificuldades iguais a todos os indivíduos do mundo.
Não podemos deixar de notar que no dia-a-dia, o líder é cada vez mais cobrado, com a globalização, as constantes re-engenharias e mudanças nas organizações, se olharmos com um olhar um pouco mais clinico, veremos que a liderança precisa ser psicólogo, pai, mãe, parceiro, amigo, conselheiro, chefe, professor e muitas vezes até médico. Só assim ele conseguirá obter a excelência e a eficácia da equipe.
Quando um colaborador é desafiado a se tornar um líder, muitas vezes não é passado o grande desafio que ele esta recebendo nesse momento. Ai esta um dos grandes erros, afinal, ele esta acostumado a executar suas tarefas e ser responsável apenas pela sua motivação.
Para evitar esse pecado capital, é necessário que o líder passe por um severo treinamento, cujo teor não seja só o que a maioria dos cursos de liderança tem oferecido, exemplos de como motivar, integrar, gerenciar conflitos, criar sistemas de feedback’s, etc., não são suficiente, é importante que esses cursos mostrem que alem de líder são seres humanos que agora estão recebendo uma missão das mais valiosas e perigosas na empresa. É preciso que o futuro líder entenda que terá que lidar com deficiências e estabelecimento da linha que divide a tolerância de erros, terá que receber as criticas dos diretores e filtra-las, passando para equipe de uma forma que seja construtiva, nesse caso o que vemos é que a alta direção, da varias chibatadas no líder, esse absorve a porrada e quando vai repassar os fatos, procura fazer em forma de orientação e construtivamente. Isso com certeza não é abordado em cursos e treinamentos de liderança.
Cabe aqui uma dica, ao promover um profissional à líder, busque sempre mostrar os problemas e as glórias que esse cargo lhe oferece, procure deixar o candidato o mais informado possível, do que ele vai encarar com o novo desafio.
Cursos e treinamentos sempre ajudaram, mas de preferência a aqueles que abordam a realidade do dia-a-dia das organizações e não só a teoria.
Muitas vezes o campo de batalha é muito mais humano do que teórico, a realidade das empresas exige que o líder se adapte rapidamente e consiga identificar e reter os talentos que existem na Cia., para isso o suporte da alta cúpula, será extremamente importante, pois toda mudança gera desconfortos e o objetivo da organização, tem que ser a retenção dos talentos e a adaptação da equipe ao novo líder.
Por tudo isso, podemos afirmar “Liderança é Sim uma Profissão Perigo”.
Fonte: http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=1844

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