Vídeos

Não deixe de curtir os vídeos que encontram-se ao final da página.

2 de abril de 2010

Filósofos da Administração

Henry Ford

Henry Ford foi o grande fabricante de automóveis norte-americano que revolucionou a indústria com seu Modelo T, além de ter sido o responsável pela popularização do automóvel como meio de transporte.

Ford nasceu em 30 de julho de 1863 na cidade de Springwells, aproximadamente 10 milhas a sudoeste de Detroit, hoje um distrito de Dearborn, Estado do Michigan. Seu pai, William Ford, nasceu próximo a Cork, Irlanda, e veio para a América em 1847. Muitos membros da família Ford estabeleceram-se próximo a Dearborn. Mary Litigot, sua mãe, nasceu nos Estados Unidos, filha de holandeses, e morreu quando Henry tinha doze anos de idade.

Freqüentou escolas rurais até aproximadamente seus quinze anos, trabalhando na fazenda de seu pai depois das aulas e nos períodos de férias escolares. Desde cedo demonstrou habilidades para a invenção, particularmente na mecânica. Ele cuidava dos reparos nas máquinas da fazenda de seu pai e atendia aos fazendeiros vizinhos, além de consertar relógios nos arredores de onde morava. Ford não tinha interesse no pagamento de seus trabalhos, simplesmente tinha uma ardente curiosidade de ver como as coisas funcionavam mecanicamente. O conserto de relógios geralmente era feito à noite e secretamente, pois seu pai desaprovava a prestação de serviços de graça do filho, além de sempre desejar que Henry se tornasse fazendeiro. Em 1879 mudou-se para Detroit, conseguindo ali, após breves experiências nas lojas da Michigan Car Company, um emprego como aprendiz na James Flower and Brothers Machine, trabalhando dez horas por dia. Depois de aproximadamente um ano, passou a trabalhar na Detroit Dry Dock. Em poucos anos ele trabalhou em muitas empresas, não deixando nunca o conserto de relógios como trabalho paralelo. Por algum tempo chegou a freqüentar a escola de comércio. Buscava sempre aumentar seus conhecimentos de mecânica tanto com a leitura quanto com a prática. Depois de seu aprendizado concluído, ligou-se à Westinghouse Engine, no sul de Michigan, sendo ali seu primeiro contato com um motor de combustão interna Otto, em 1885, quando o reparou e aproveitou para estudá-lo intensamente.

Em 1886 seu pai lhe ofereceu 80 actares de terra, com mata fechada e uma pequena casa. Ford aceitou, operou uma serraria, vendeu tábuas e reparou motores aplicados às fazendas. A razão para seu retorno ao solo foi ter-se tornado noivo de Clara J. Bryant, filha de um fazendeiro vizinho, com quem acabou se casando. Construindo uma nova casa, Ford instalou uma oficina onde tentou construir um arado a vapor. Conseguiu fazer um trator a vapor com um motor de um cilindro, mas não podia fazer uma caldeira que fornecesse pressão suficiente sem que o motor ficasse muito pesado para o que visava. Desistiu de seu trator até que pudesse inventar um motor mais eficiente. Muitos tratores a vapor já existiam nesta época, mas o pensamento de Ford era na direção de um aparato simples, barato e econômico.

Em 1888 mudou-se novamente para Detroit, conseguindo um emprego na Edison Illuminating Company e tornou-se, dois anos depois deste retorno, engenheiro-chefe. Muito impressionado com o automóvel de Charles Duryea, que surgiu em 1892, e por artigos em revistas sobre motores em revistas americanas e britânicas, Ford direcionou seus objetivos para a construção de seu próprio modelo de carro em um pequeno galpão nos fundos de sua casa. Nesta pequena oficina ele trabalhou sete anos, usufruindo de sua associação com Charles B. King, um engenheiro já renomado. Na primavera de 1896 Ford completou sua primeira "carruagem sem cavalos". Ela tinha dois cilindros com 2,5 polegadas de diâmetro e curso de 6 polegadas, sendo dispostos lado a lado em torno do eixo traseiro e desenvolviam aproximadamente 4 HP, os quais eram transmitidos do motor para um eixo por uma correia e do eixo para a roda traseira por uma corrente. Depois de rodar seu carro por aproximadamente 1000 milhas, Ford o vendeu por 200 dólares de forma que pudesse construir outro, que fosse mais leve e forte. Por volta de 1899 ele havia feito três carros e, sentindo que havia ganho a experiência necessária, deixou a empresa de Edison, com o apoio deste ao desenvolvimento do projeto do ex-funcionário, e começou a fabricar carros como negócio, junto a dois sócios e com o apoio de um pequeno grupo de empresários: organizou, assim, a Detroit Automobile Company, da qual era engenheiro-chefe.

A companhia acabou em 1900, depois que Henry Ford queixou-se que os diretores estavam indispostos a adotar a produção em massa de um modelo padrão. Com outro grupo, no ano seguinte, organizou outra companhia, que também dissolveu-se depois de produzir modelos de corrida impraticáveis. Com a cooperação do projetista Harold Wills e poucos ajudantes, continuou a construir carros de corrida, construindo o "999", com o qual Barney Oldfield disputou várias corridas e conseguiu vitórias e recordes que renderam, principalmente, publicidade, e esta por sua vez permitiu suporte financeiro às idéias de Ford. Organizou a Ford Motor Company em 16 de junho de 1903, aliado a um empresário de carvão de Detroit, Alexander Y. Malcolmsom, e um pequeno grupo de investidores. Desta vez possuía muito mais trunfos, aliando ao seu próprio talento o de seu assistente, C. H. Wills, por sua vez assessorado pelo gerente de Malcolmsom, James Couzens (que mais tarde viria a ser senador por Michigan). O primeiro carro produzido pela nova companhia demorou um mês para ser vendido, mas a partir daí tanto os pedidos quanto a produção aumentaram rapidamente. Durante seu primeiro ano a companhia enfatizou os carros com dois cilindros e 8 HP com "chain drive", dos quais 1708 foram produzidos e vendidos a 850 dólares cada. Os primeiros lucros representavam um lucro de mais de 100% no investimento inicial. Com esse dinheiro disponível foi possível melhorar os modelos, aumentar a produção e a venda de carros tornou-se a principal publicidade nacional. Mais de 5000 veículos foram vendidos em 1904-1905.

Em 1905 Malcolmsom e Ford, apesar de concordarem que a companhia deveria concentrar suas atenções num único modelo, divergiram sobre qual: enquanto Malcolmsom defendia um modelo caro, Ford achava que um modelo simples seria mais interessante para os negócios. Essas divergências levaram Ford a assumir a presidência em 1906, a partir de quando pôde executar sua idéias. Por todos os anos seguintes ele travou uma batalha judicial, pois George Baldwin Selden tinha a patente para a fabricação de uma locomotiva, que datava de 1879. A patente abrangia máquinas de estrada de um modo geral. Ford venceu na Corte Federal em 1911, embora houvesse tido sentença contrária em 1909.

Desde o início, Ford desejava construir um carro que custasse 500 dólares ou menos, mas foi a decepção na venda do Modelo K que o convenceu que um modelo de baixo preço representaria um futuro melhor. Nos anos de 1906-1907 ele implantou na companhia a política de produzir um carro padronizado e relativamente barato, que necessitasse um mínimo de cuidado e custos em sua manutenção. Usando uma liga de aço-vanádio leve porém forte, projetou primeiro o confiável Modelo N, e então o melhorou, fazendo o Modelo T, que acabou conhecido por todo o mundo como o "carro Ford". Em 1909 anunciou que a companhia fabricaria somente o chassi do Modelo T, e que "o cliente pode ter um carro pintado com a cor que desejar, contanto que seja preto". A fábrica de Ford formulou planos para a fabricação em quantidades até então impensáveis. Durante 1912-1914, foram instalados os métodos da produção em massa, incluindo as linhas de montagem de movimento contínuo, e imediatamente foi possível montar um carro a cada 93 minutos. Em 1915 já havia um milhão de Modelos T fabricados. O carro tinha demanda contínua, e antes de 1925 as vendas anuais atingiram cem milhões de dólares. Neste período, filiais da companhia já se espalhavam, sendo as principais as localizadas em Ontario (Canadá), fundada em 1904, e em Manchester (Inglaterra), fundada em 1906.

Para Henry Ford o ciclo de produção começava com o cliente: achava que a mercadoria deveria ser antes de tudo ajustada de forma a atender o maior número possível de consumidores em qualidade e preço, e consequentemente o número de clientes tenderia a aumentar continuamente conforme o preço do artigo fosse caindo. Ao mesmo tempo, pelo pagamento de um salário substancial para aqueles que trabalhavam com a produção e a distribuição, o poder de compra aumentaria. Em janeiro de 1914, ele e seu sócio James Couzens aumentaram todos os salários em suas indústrias para um mínimo de 5 dólares por oito horas de trabalho (a média até então era de 2 dólares e quarenta centavos por nove horas de trabalho). Esta última medida provocou rápida economia pois serviu como incentivo até então desconhecido aos funcionários: o índice de retrabalho diminuiu sensivelmente, assim como as horas improdutivas.

Com o aumento da produção e das vendas o preço do Modelo T caiu de 950 dólares em 1909 para 295 em 1922, e a marca de 15 milhões de unidades produzidas foi atingida em 1927. A teoria geral nas fábricas de Ford foi que tudo deveria estar em movimento: "o trabalho deve vir até o homem, e não o homem até o trabalho". Assim, em 1925 um carro a cada 15 segundos emergia das linhas de montagem.

Ford fez planos nos quais suas fábricas se auto manteriam, evitando o lucro de intermediários. Por volta de 1925 elas tinham suas próprias minas de ferro e carvão e fontes de madeira, suas próprias estradas de ferro e uma grande esquadra de barcos a vapor, tanto de uso marítimo como lacustre. Importante é dizer que todos operavam segundo os princípios dos relevantes salários, alta produção e baixos custos. A economia em todos os setores era a regra predominante: todo o desperdício de madeira tinha destino até a destilaria de madeira, todo o refugo era convertido, todas as sobras das fornalhas iam para a fábrica de cimento.

Como os negócios se desenvolviam, tornou-se claro que era desperdício montar carros somente numa fábrica, se os barcos eram disponíveis. A manufatura na fábrica de Highland Park, e mais tarde na do rio Rouge, cessou de montar completamente um automóvel: passaram a ser responsáveis por partes, que eram transportadas até unidades responsáveis pela montagem final. Então houve uma grande difusão das instalações rurais, onde fabricavam-se pequenas partes e utilizava-se mão-de-obra dos arredores. Filiais eram instaladas em várias partes do mundo, desde que os custos permitissem. A grande central no rio Rouge, nos arredores de Detroit, foi a mais completa e equipada do mundo.
_______________________________________________________________________________
Max Weber

Emil Maximillian Weber, mais conhecido como Max Weber, Nascido no dia 21 de Abril de 1864 em Erfurt, na Alemanha, Faleceu no dia 14 de Junho de 1920, em Munique. Foi um intelectual alemão e um dos fundadores da Sociologia.

O senhor alemão, o sociólogo Max Weber era o mais velho dos sete filhos de Max Weber e sua mulher Helene Fallenstein. Seu pai, protestante, era uma figura autocrata. Sua mãe uma calvinista arreigada. A mãe de Helene tinha sido uma huguenote francesa, cuja família fugira da perseguição na França. Ele foi, juntamente com Karl Marx, Vilfredo Pareto e Emile Durkheim, um dos modernos fundadores da Sociologia. É conhecido sobretudo pelo seu trabalho sobre a Sociologia da religião.

De importância extrema, Max Weber escreveu a Ética protestante e o espírito do Capitalismo. Este é um ensaio fundamental sobre as religiões e a afluência dos seus seguidores. Subjacente a Weber está a realidade econômica da Alemanha do princípio do século XX.

Significante, também, é o ensaio de Weber sobre a política como vocação. Weber postula ali a definição de estado que se tornou essencial no pensamento da sociedade ocidental: que o estado é a entidade que possui o monopólio do uso legítimo da acção coerciva. A política deverá ser entendida como qualquer actividade em que o estado tome parte, de que resulte uma distribuição relativa da força.

A política obtém assim a sua base no conceito de poder e deverá ser entendida como a produção do poder. Um político não deverá ser um homem da "verdadeira ética católica" (entendida por Weber como a ética do Sermão da Montanha - ou seja: oferece a outra face). Um defensor de tal ética deverá ser entendido como um santo (na opinião de Weber esta visão só será recompensadora para o santo e para mais ninguém). A esfera da política não é um mundo para santos. O político deverá esposar a ética dos fins últimos e a ética da responsabilidade, e deverá possuir a paixão pela sua actividade como a capacidade de se distanciar dos sujeitos da sua governação (os governados).

A confiança na "magia" em sermões e na fé em geral é essencial na sua análise das doutrinas da fé. Muito resumidamente, os protestantes tornaram-se ricos porque não têm nenhuma mão mágica que os leve para o céu. Os protestantes têm de trabalhar constantemente e de forma consistente para assegurar um lugar no céu. Pelo outro lado, os católicos invocam muitos rituais mágicos, cânticos encantados, um pouco de água e uma reza tipo abracadabra e logo as almas dos crentes ficam purificadas para a ascensão ao céu.

Ele também é conhecido pelo seu estudo da burocratização da sociedade. No seu trabalho, Weber delineia a famosa descrição da burocratização como uma mudança da organização baseada em valores e acção (a chamada autoridade tradicional) para uma organização orientada para os objectivos e acção (chamada legal-racional). O resultado, segundo Weber, é uma "noite polar de frio glacial" na qual a crescente burocratização da vida humana a coloca numa gaiola de metal de regras e de controlo racional. Seus estudos sobre a burocracia da sociedade tiveram grande importância no estudo da Teoria da Burocracia, dentro do campo de estudo da administração de empresas

Max Weber morreu de pneumonia em Munique, Alemanha, a 14 de Junho de 1920.

Obra de Weber
A obra de Weber, complexa e profunda, constitui um momento da compreensão dos fenômenos históricos e sociais e, ao mesmo tempo, da reflexão sobre o método das ciências histórico-sociais. Historiador, sociólogo, economista e político, Weber trata dos problemas metodológicos com a consciência das dificuldades que emergem do trabalho efetivo do historiador e do sociólogo, sobretudo com a competência do historiador, do sociólogo, e do economista. Crítico da "escola historicista" da economia (Roscher, Knies e Hildebrandt), Weber reivindica contra ela, a autonomia lógica e teórica da ciência, que não pode se submeter a entidades metafísicas como o "espírito do povo" que Savigny, nas pegadas de Hegel, concebia como criador do direito, dos sistemas econômicos, da linguagem e assim por diante. Para Weber, o "espírito do povo" é produto de inumeráveis variáveis culturais e não o fundamento real de todos os fenômenos culturais de um povo.
Por outro lado, o pensamento de Weber caracteriza-se pela crítica ao materialismo histórico, que dogmatiza e petrifica as relações entre as formas de produção e de trabalho (a chamada "estrutura") e as outras manifestações culturais da sociedade (a chamada "superestrutura"), quando na verdade se trata de uma relação que, a cada vez, deve ser esclarecida segundo a sua efetiva configuração. E, para Weber, isso significa que o cientista social deve estar pronto para o reconhecimento da influência que as formas culturais, como a religião, por exemplo, podem ter sobre a própria estrutura econômica.

Análise teórica
A análise da teoria weberiana como ciência tem como ponto de partida a distinção entre quatro tipos de ação:
  • a ação racional com relação a um objetivo é determinada por expectativas no comportamento tanto de objetos do mundo exterior como de outros homens e utiliza essas expectativas como condições ou meios para alcance de fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos. É uma ação concreta que tem um fim especifico, por exemplo: o engenheiro que constrói uma ponte.
  • a ação racional com relação a um valor é aquela definida pela crença consciente no valor - interpretável como ético, estético, religioso ou qualquer outra forma - absoluto de uma determinada conduta. O ator age racionalmente aceitando todos os riscos, não para obter um resultado exterior, mas para permanecer fiel a sua honra, qual seja, à sua crença consciente no valor, por exemplo, um capitão que afunda com o seu navio.
  • a ação afetiva é aquela ditada pelo estado de consciência ou humor do sujeito, é definida por uma reação emocional do ator em determinadas circunstâncias e não em relação a um objetivo ou a um sistema de valor, por exemplo, a mãe quando bate em seu filho por se comportar mal.
  • a ação tradicional é aquela ditada pelos hábitos, costumes, crenças transformadas numa segunda natureza, para agir conforme a tradição o ator não precisa conceber um objeto, ou um valor nem ser impelido por uma emoção, obedece a reflexos adquiridos pela prática.
Tanto a ação afetiva quanto a tradicional produzem relação entre pessoas (relações pessoais), são coletivas, comunitárias, nos dão noção de comunhão e conceito de comunidade.

Observe-se que na concepção de Durkheim, a comunidade é anterior a sociedade, ou melhor, a comunidade se transforma em sociedade. Já para Weber comunidade e sociedade coexistem. A comunidade existe dentro do interior da sociedade, como por exemplo, a família (comunidade) que existe dentro da sociedade.

Ação social é um comportamento humano, ou seja, uma atitude interior ou exterior voltada para ação ou abstenção. Esse comportamento só é ação social quando o ator atribui a sua conduta um significado ou sentido próprio, e esse sentido se relaciona com o comportamento de outras pessoas.

Para Weber a Sociologia é uma ciência que procura compreender a ação social. Por isso, considerava o indivíduo e suas ações como ponto chave da investigação evidenciando o que para ele era o ponto de partida para a Sociologia, a compreensão e a percepção do sentido que o ator atribui à sua conduta.

O principal objetivo de Weber é compreender o sentido que cada ator dá a sua conduta e perceber assim a sua estrutura inteligível e não a análise das instituições sociais como dizia Durkheim. Aquele propõe que se deve compreender, interpretar e explicar respectivamente, o significado, a organização e o sentido e evidenciar irregularidade das condutas.

Com este pensamento, não possuía a idéia de negar a existência ou a importância dos fenômenos sociais, dando importância à necessidade de entender as intenções e motivações dos indivíduos que vivenciam essas situações sociais. Ou seja, a sua idéia é que no domínio dos fenômenos naturais só se podem aprender as regularidades observadas por meio de proposições de forma e natureza matemática. É preciso explicar os fenômenos por meio de proposições confirmadas pela experiência, para poder ter o sentimento e compreendê-las.

Weber também se preocupou muito com a criação de certos instrumentos metodológicos que possibilitassem ao cientista uma investigação dos fenômenos particulares sem que ele se perca na infinidade disforme dos seus aspectos concretos, sendo que o principal instrumento é o tipo ideal, o qual cumpriria duas funções principais: primeiro a de selecionar explicitamente a dimensão do objeto que virá a ser analisado e, posteriormente, apresentar essa dimensão de uma maneira pura, sem suas sutilezas concretas.

Para Weber, a ciência positiva e racional pertence ao processo histórico de racionalização, sendo composta por duas características que comandam o significado e a veracidade científica. Em que estas duas características são o não-acabamento essencial e a objetividade, em que esta, é definida pela validade da ciência para os que procuram este tipo de verdade, e pela não aceitação dos juízos de valor. Segundo ele o não-acabamento é fundamental, diferentemente de Durkheim que acredita que a Sociologia é edificada em um sistema completo de leis sociais.

Weber por sua vez defendia que para todas as disciplinas, tanto as ciências naturais como as ciências da cultura, o conhecimento é uma conquista que nunca chega ao fim. A ciência é o devir da ciência. Seria necessário que a humanidade perdesse a capacidade de criar para que a ciência do homem fosse definitiva.

A objetividade do conhecimento é possível, desde que se separe claramente o conhecimento empírico da ação prática. Segundo Weber essa é uma atitude que depende de uma decisão individual do pesquisador, ou seja, os cientistas devem estar dispostos a buscar essa objetividade.

Na concepção dos autores Weber e Durkheim, há uma separação entre ciência e ideologia. Para Weber também há uma separação entre política e ciência, pois a esfera da política é irracional, influenciada pela paixão e a esfera da ciência é racional, imparcial e neutra. O homem político apaixona-se, luta, tem um princípio de responsabilidade, de pensar as conseqüências dos atos. O político entende por direção do Estado, correlação de força, capacidade de impor sua vontade a demais pessoas e grupos políticos. É luta pelo poder dentro do Estado. Já o cientista deve ser neutro, amante da verdade e do conhecimento científicos, não deve emitir opiniões e sim pensar segundo os padrões científicos, deve fazer ciência por vocação. Se o cientista apaixonar-se pelo objeto de sua investigação não será nem imparcial nem objetivo. Para Durkheim política é a relação entre governantes e governados.

Entretanto, na concepção de Marx não tem como se dissociar ciência e ideologia, pois para ele ideologia faz parte da ciência. Segundo ele ciência é ciência porque explica o objeto tal como ele é, porém o conhecimento não é neutro. Política para este também é luta, mas não de indivíduos como para Weber, é, sim, luta de classes.

A sociologia de Max Weber se inspira em uma filosofia existencialista que propõe uma dupla negação. Nega Durkheim quando afirma que nenhuma ciência poderá dizer ao homem como deve viver, ou ensinar às sociedades como se devem organizar. Mas também nega Marx quando diz que nenhuma ciência poderá indicar à humanidade qual é o seu futuro. A ciência weberiana se define como um esforço destinado a compreender e a explicar os valores aos quais os homens aderiram, e as obras que construíram. Ele considera a Sociologia como uma ciência da conduta humana, na medida em que essa conduta é social.

Weber fundamenta sua definição de valores na filosofia neokantiana, que propõe a distinção radical entre fatos e valores. Os valores não são do plano sensível nem do transcendente, são criados pelas desilusões humanas e se diferem dos atos pelos quais o indivíduo percebe o real e a verdade. Para Weber, há uma diferença fundamental entre ciência e valor: valor é o produto das intenções, diferentemente de Durkheim que acreditava encontrar na sociedade o objeto e o sujeito criador de valores. Weber o contesta dizendo que as sociedades são meios onde os valores são criados, mas ela não é concreta.

Se a sociedade nos impõe valores, isso não prova que ela seja melhor que as outras. Sobre o Estado, o conceito científico atribuído por Weber constitui sempre uma síntese realizada para determinados fins do conhecimento. Mas por outro lado obtemo-lo por abstração das sínteses e encontramos na mente dos homens históricos.

Apesar de tudo, o conteúdo concreto que a noção histórica de Estado adota poderá ser apreendido com clareza mediante uma orientação segundo os conceitos do tipo ideal. O Estado é um instrumento de dominação do homem pelo homem, para ele só o Estado pode fazer uso da força da violência, e essa violência é legítima, pois se apóia num conjunto de normas (constituição). O Estado para Durkheim é a instituição da disciplina moral que vai orientar a conduta do homem.

Religião também foi um tema que esteve presente nos trabalhos de Weber. "A ética protestante e o espírito do capitalismo" foi a sua grande obra sobre esse assunto. Nesse seu trabalho ele tinha a intenção de examinar as implicações das orientações religiosas na conduta econômica dos homens, procurando avaliar a contribuição da ética protestante, em especial o calvinismo, na promoção do moderno sistema econômico.

Weber concebia que o desenvolvimento do capitalismo devia-se em grande parte à acumulação de capital a partir da Idade Média. Mas os pioneiros desse capitalismo pertenciam a seitas puritanas e em função disso levavam a vida pessoal e familiar com bastante rigidez. As convicções religiosas desses puritanos os levavam a crer que o êxito econômico era como uma benção de Deus. Aquele definia o capitalismo pela existência de empresas cujo objetivo é produzir o maior lucro possível, e cujo meio é a organização racional do trabalho e da produção. É a união do desejo do lucro e da disciplina racional que constitui historicamente o capitalismo.
_______________________________________________________________________________
Frederick Taylor

Frederick Winslow Taylor nasceu no dia 20 de Março de 1856 na Filadélfia, EUA. Onde faleceu no dia 21 de Março de 1915.

Estadunidense, inicialmente técnico em mecância e operário, formou-se engenheiro mecânico estudando à noite. É considerado o “Pai da Administração Científica” por propor a utilização de métodos científicos cartesianos na administração de empresas. Seu foco era a eficiência e eficácia operacional na administração industrial.

Sua orientação cartesiana extrema é ao mesmo tempo sua força e fraqueza. Seu controle inflexível, mecanicista, elevou enormemente o desempenho das indústrias em que atuou, todavia, igualmente gerou demissões, insatisfação e estresse para seus subordinados e sindicalistas.

Elaborou os primeiros estudos essenciais:

  • Em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados, acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.
  • Em relação ao planejamento a atuação dos processos, achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.
  • Em relação à produtividade e à participação dos recursos humanos, estabelecida a co-participação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletirá em menores custos, salários mais elevados e, principalmente, em aumentos de níveis de produtividade.
  • Em relação ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas procedimentais, introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional.
  • Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. Finalmente, apontou que estas instruções programadas devem, sistematicamente, ser transmitidas a todos os empregados.

Taylorismo

O modelo de administração designado Taylorismo foi desenvolvido por Frederick Winslow Taylor (1856-1915), engenheiro estadunidense, que embora tivesse sido ligado aos setores operacionais da empresa, é considerado o “pai da administração científica”. Foi ele quem elaborou os primeiros estudos essenciais:

  • Em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados, acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.
  • Em relação ao planejamento a atuação dos processos, achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.
  • Em relação a produtividade e à participação dos recursos humanos, estabelecida a co-participação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletirá em menores custos, salários mais elevados e, principalmente, em aumentos de níveis de produtividade.
  • Em relação ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas procedimentais, introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional. Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. Finalmente, apontou que estas instruções programadas devem, sistematicamente, ser transmitidas a todos os empregados.
________________________________________________________________________________
 Henri Fayol


 











O engenheiro francês Jules Henri Fayol lutou mais de 30 anos tentando salvar da falência uma industria de mineração e aço. Seu esforço não foi em vão, pois adquiriu o costume de anotar diariamente os fatos que chamavam sua atenção. Constatou que o que fazia uma empresa funcionar eram 6 funções. Esta divisão é até hoje predominante no processo de departamentalização das organizações.

1. Funções Técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa;
2. Funções Comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação.
3. Funções Financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.
4. Funções de Segurança: relacionadas com a proteção e preservação de bens.
5. Funções Contábeis: relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
6. Funções Administrativas: coordenam e sincronizam as demais 5 funções da empresa.

Dentro das funções administrativas, Fayol os 5 elementos fundamentais que todo o administrador deveria dominar: previsão, organização, coordenação, comando e controle. Estes elementos são memorizados pela sigla:

P O C 3

Ele também enumerou as 6 qualidades de um administrador. Atenção para estas qualidades que valem ainda hoje no mercado globalizado altamente competitivo:

BOM ESTADO FÍSICO CULTURA GERAL

CAPACIDADE INTELECTUAL EXPERIÊNCIA

VALORES MORAIS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS


Todavia, talvez a maior contribuição de Fayol à ciência administrativa tenham sido os 14 Princípios Gerais da Administração que, apesar de alguma contestação, servem de guia básico para todos os que desejam gerenciar com sucesso:

01. Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência.
02. Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade. Ambas devem estar equilibradas entre si.
03. Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos.
04. Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única.
05. Unidade de direção: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo.
06. Subordinação de interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares.
07. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição.
08. Centralização: refere-se a concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização.
09. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É o princípio de comando.
10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana.
11. Eqüidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal.
12. Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo tanto melhor.
13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso.
14. Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização.

Para Fayol a empresa é analisada em uma estrutura de cima para baixo. Sua visão é mais gerencial com resultados finais na produção enquanto que a visão de Taylor é na produção e no operário para resultados na quantidade produtiva. Fayol complementa a Administração Científica e a Teoria Clássica.

Conceito de “Homo Economicus”

Contudo, a Administração Científica tinha diversos defeitos dentre eles: o mecanicismo de sua abordagem (teoria da máquina), a superescalização que robotiza o operário, a visão microscópica do homem tomando-o apenas economicamente e como parte da maquinaria industrial, a abordagem incompleta envolvendo apenas a organização formal, a limitação do campo de aplicação à fábrica, omitindo o restante da vida de uma empresa, a abordagem eminentemente prescritiva e normativa e tipicamente de sistema fechado.
Mesmo assim, essas limitações e restrições não apagam o fato de que Administração Científica foi o primeiro passo concreto da Administração rumo a uma teoria administrativa. Foram Taylor, Ford e Fayol que implantaram diversos conceitos que até hoje utilizamos para gerenciar pessoas e empresas, os mais variados portes, em qualquer lugar do planeta.

Nenhum comentário:

Postagens populares

Total de visualizações de página